same mistake

Há muito tempo atrás, um velho amigo meu perguntou-me: "Sabes qual é o maior erro humano?". Nunca antes me haviam feito tal pergunta, pelo que hesitei um pouco antes de lhe responder: "Traição...", ele abanou a cabeça, discordando, e eu, erguendo a sobrancelha, aguardei a resposta certa, que lhe saiu uns meros segundos depois:

"Enganarmos nós próprios"

Aceitei aquela resposta com dúvida, mas só hoje é que me apercebi mesmo o quão certo ele estava… Porque sim, de facto, é o que tenho feito nestes últimos meses: caído no enorme erro de me enganar a mim mesma ao dizer para mim que, talvez, um dia - quem sabe? - iríamos voltar a ser verdadeiros amigos. Mas então e os factos que apontam TODOS contra isso?! Como poderemos sequer voltar a ser amigos se nem confias em mim, nem queres voltar a fazê-lo? Se nem me suportas? Se nem sentes a necessidade de tal? Basicamente, a única coisa em que me tenho vindo a basear para acreditar que tal podia acontecer, é na passada amizade tão forte e tão bonita que tivemos, outrora. Sim, em tempos… Não mais. E de que nos serve isso, se não nos restou nada para além disso mesmo? Momentos perdidos nos cantos e recantos da nossa memória, condenados a nunca mais se virem a repetir (…)

1 mixed words:

  1. e aqui deixo te mais uma lição... normalmente enganamo-nos a nós próprios quando há alguma mudança em nós, nos outros, no meio envolvente.. alguma coisa mudou! primeiro pensa porque será que mudou? fui eu?
    se foste tu... não podes fazer nada, essa pessoa nunca mais será a mesma para ti pq gostava da maneira que tu eras antes.. a menos que tenhas tornado uma pessoa 'menos fraca, feia..'!
    Espero que a minha resposta sirva para alguma coisa.. gosto dos teus textos tens imenso jeito para escrever!! E lembra-te o mundo é composto por mudança...simplesmente tenta o acompanhar ;)

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LADY WRITER

Eu tenho um sonho. Um sonho que realizo todos os dias: escrever. Agora, também tenho um objectivo: ser escritora. Quiçá, um dia terei o meu nome em capas duras, espalhadas por prateleiras. Até à obra nascer, hei-de sonhar. CONTACTO: imdanierose@gmail.com