terça-feira, junho 28, 2011

my heart is an empty room II


Sozinha na noite, respiro o vazio. E fico, então, bloqueada a observar o nada e o tudo defronte a mim. As horas passam, sorrateiras, sem eu sequer dar por elas. Mas para quê? O relógio não me serve de nada aqui… O quarto está deserto e nada se move. Outrora um antro de alegria e paixão, que agora não passa de uma velha e poeirenta caixinha de recordações. Os passos marcados no tapete, as roupas esquecidas no fundo do guarda-fato, o cheiro impregnado por toda a almofada, a cama desfeita. Tudo exactamente como foi deixado, há tanto tempo atrás (até já perdi a conta dos dias!). E, no entanto, parece que foi ontem. Ainda me lembro tão bem do eco dos risos, dos gritos e das confissões, por entre estas quatro paredes; o sabor doce dos beijos e das lágrimas; o cheiro de cada saudação e de cada despedida. Tal como me recordo, ainda, de todas as canções e de todas as sensações, uma a uma: desde a primeira, até à última. Foi tudo e só isto que se manteve, face ao efeito erosivo do Tempo. E eu vou vivendo com isso, mesmo que doa; mesmo que aleije. Continuo a pisar o mesmo tapete, a abrir o mesmo guarda-fato, a deitar-me na mesma cama e a entrar/sair pela mesma porta. Se isso faz de mim masoquista? Não. Faz de mim alguém forte, ao ponto de conseguir encarar tudo isto, dia após dia. Um dia tornar-me-ei imune; à prova de bala. Um dia, sairei daqui, e deixarei todas estas coisas para trás: e o melhor de tudo é que não vou (mais) sentir a falta delas.

Sim, eu acredito em mim. Isso basta-me.
Porque antes de provar aos outros aquilo que sou, há que provar a mim mesma, primeiro.

strong body, weak soul n' poor principles

Aí está: acabei de descrever os 18 anos da tua vida numa frase tão curta.

quarta-feira, junho 22, 2011

we were just kids in love


Acho que é por isso que se diz que o primeiro amor é uma espécie de esboço… Raramente sai bem à primeira. (…) Mas é a partir dele que nos preparamos para um novo texto, muito mais elaborado e sem tantos erros ortográficos, não acham?

Foi uma metáfora rafeira, eu sei.
Mas não deixa de ser verdade, certo? Pelo menos, eu espero que sim.

quarta-feira, junho 15, 2011

the final quest

- Real love never dies.
- (…) Is this love for real?

got it?

I DON'T WANT/NEED LOVE IN MY LIFE

you're only here for me, when nobody else is around


It's kind of funny, you see. I love the way how you talk to me every time you wanna do something, but no one else is available. So you invite me. But only in those cases, of course. But oh well. It's always awesome to be the last resort. Indeed. Let me tell you something: I'm not going to be the only one who's gonna give a crap here. Not anymore. If you want to share a real friendship with me, ask me to go out in the first place simply because you want to spend some time with me, NOT only when others don't feel like going out with you. Okay? If you're not able to do so, then goodbye. I don't need "friends" like you in my life. 

segunda-feira, junho 13, 2011

same mistake

De que me serve que o compreendas, se continuas a não fazer nada para o corrigir? 

love comes & goes at dawn

Ainda me lembro daquela quase-madrugada que passámos, sorrateiros e viajantes, algures no meio de nada, perto de ninguém. Bloqueei, calado, sem tirar os olhos do horizonte coberto de luzes, à nossa frente; à nossa volta, escuro como breu. Senti-te rodear a minha cintura. Senti os teus lábios gelados na curva em vírgula do meu pescoço. Senti-te sussurrar palavras que, infelizmente, já não recordo. Simplesmente porque, naquele momento, o teu toque pareceu-me mais importante do que tudo o resto. Virei-me para ti, encaixando-me no teu abraço. A noite deixou de ser fria. O escuro deu lugar ao sol, que despontou para lá do horizonte, iluminando-nos. Sorrimos, genuinamente. Até que pisquei os olhos, e depois... Já lá não estavas. A noite voltou, escura, e o frio arrebatou-me, violento. Foste-te como num assobio silencioso, sem avisar. E agora, todas as noites, perto da madrugada, vou ali, à tua procura. Passo, então, todo o tempo com a cabeça às voltas, questionando-me "Onde é que errei?", até que uma voz sussurrante, entre o vento, me diz: "Numa noite tão pequena, não consegues uma resposta tão grande como essa."

it's hard to say it, but time to say it: goodbye



Viste como o tempo passou tão fugazmente, que mal demos por ele? 
Parece que foi ontem que me avisaste, e agora está mesmo quase a chegar. E sabes uma coisa? Sei que me vai custar. E sim, também sei que, para ti, isto pode nem fazer sentido absolutamente nenhum… Mas a verdade é que eu não esperava que fosse doutra maneira, mesmo estando nós assim, já tão distantes. (…) Tu tiveste um tamanho poder em mim e deixaste tão cravadas as tuas marcas, por todo o meu ser. Obviamente que isso são coisas que ficam sempre, por mais que as queiramos meter atrás das costas. E eu não quero. Não quero, não quero, não quero. Mas sempre soubemos que não se tratava realmente de uma opção, pois não? (…) 
Só quero que saibas que nunca me arrependi de nada por que passámos e que jamais esquecerei tudo o que me ofereceste; que me fizeste sentir, por mais que os quilómetros e os tempos se atravessem entre nós. Foste tu quem me mostrou que eu era mais do que parecia… De que era capaz de muito mais. Ensinaste-me a viver e a acreditar em coisas que nunca sequer me dera ao trabalho de tentar compreender. Jamais te esquecerei por tudo isto. (…) E só te quero pedir desculpa por uma coisa: por não ter sido tudo aquilo que esperaste de mim.

Desejo-te toda a sorte do mundo.
Espero encontrar-te daqui a uns anos e ver-te feliz, tal como sempre mereceste.

sexta-feira, junho 10, 2011

true love stories never have endings


Quanto mais raiva tiveres em relação ao Passado que carregas no teu coração, menos capaz ficas de amar no Presente.

tardes, noites convosco

Estou tão feliz, como nunca tinha estado antes! :) 
Obrigada.

quarta-feira, junho 08, 2011

I cannot love anyone for now...


I gotta learn how to love myself first.

chapter eight

We let us die again.

the end

never forget

I'm always here for you, Nuno. 

you're a lost cause

"Um homem com medo é uma causa perdida"

José Martins Garcia em O Medo

life's lessons

eu já fui uma dessas pessoas

E depois vou achando pessoas, pela vida, que tanto se esforçam e esfolam para compreender o porquê de algo ter terminado. (…) Não sei como é que elas conseguem insistir; não percebo como é que elas conseguem lutar tanto, simplesmente com o intuito de descobrir a Razão do Fim

Quando algo acaba mesmo, não há muito mais a perceber. Acabou-se e foi-se para sempre.

De que raio serve a compreensão?!

segunda-feira, junho 06, 2011

our love story


Some people are meant to fall in love with each other…
But not meant to be together.

quarta-feira, junho 01, 2011

olá, junho

Já se passou um ano?...