domingo, outubro 31, 2010

god, you sure are beautiful

joseph gordon-levitt @

Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you.Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you.Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you. Can't look at you (…) I just can't.
Oh, why are you still there?

missin' it

Joseph with Zooey Deschanel
joseph gordon-levitt & zooey deschanel @

É sempre assim (…) e depois passa.

i really love this feeling


O sentimento que sinto sempre que me encontro rodeada de imensas pessoas que adoro e que sem as quais a minha vida jamais seria aquilo que é; num sítio quente e familiar que tão bem conheço e aprecio sob muitos aspectos, a fazer todas aquelas coisas que faço por puro prazer (…) Faz-me sentir tão, mas tão bem, que nem o consigo descrever por palavras. É um sentimento forte, porém discreto, quase que transparente… Unicamente denunciado pelo enorme sorriso verdadeiro que desenha, tão meticulosamente, nos meus lábios.

Obrigada :)

quinta-feira, outubro 28, 2010

Sabes que mais? Nem vou dizer (mais) nada.

Digamos que não é a primeira vez que atribuo um enorme significado a determinada pessoa demasiado pequena para o carregar. (…)

"Mrs. Dalloway", by Virginia Wolf

mrs. dalloway said she would buy the flowers herself

"She had a perpetual sense, as she watched the taxi cabs, of being out, out, far out to sea and alone; she always had the feeling that it was very, very dangerous to live even one day."

Nunca pensei em identificar-me tanto com uma personagem imaginária.

"A rose by any other name would smell as sweet"

we (heart) it @

Juliet:

'Tis but thy name that is my enemy;
Thou art thyself, though not a Montague.
What's Montague? it is nor hand, nor foot,
Nor arm, nor face, nor any other part
Belonging to a man. O, be some other name!
What's in a name? that which we call a rose
By any other name would smell as sweet;
So Romeo would, were he not Romeo call'd,
Retain that dear perfection which he owes
Without that title. Romeo, doff thy name,
And for that name which is no part of thee
Take all myself.


Romeo:

I take thee at thy word:
Call me but love, and I'll be new baptized;
Henceforth I never will be Romeo.

by shakespeare

"If you love someone, set them free. If they return, they were always yours. If they don't, they never were. (…)"

we (heart) it @

Só porque já decidi isto, desta forma, há muito tempo atrás :)

saber amar

É incrível a quantidade de pessoas que usam a palavra "amo-te" em vão… Como se se tratasse de uma oferta de aniversário: algo que entregamos a alguém simplesmente porque é suposto fazê-lo. São essas pessoas que pensam que, por serem felizes ao lado de alguém que lhes beija muito, abraça com força e diz coisas bonitas, sabem o que é amar realmente; que sabem o quão enorme é o sentido da palavra "amo-te". São essas pessoas que, quando a sua relação com outrem termina, berram, zangam-se e, uns dias depois, já estão à carga com outra pessoa. A isso não se chama "esquecer rapidamente quem se amou outrora"… Porque isso é impossível, no meu ponto de vista. Simplesmente impossível.  (…)

Amar é entregar-mo-nos - de alma e coração - à pessoa que amamos. É pôr as suas necessidades à frente das nossas. É ir a um sítio que detestamos, as vezes necessárias, simplesmente porque a nossa presença lhe é importante. É por-mo-nos do seu lado e compreender as suas acções, por mais erradas e estúpidas nos pareçam. É abraçar tudo o que lhe caracteriza. É confiar vivamente que jamais nos magoará intencionalmente. É preferir o real, ao sonho. É desfrutar de todos os gestos e de todas as palavras, por mais breves que sejam. É adoptarmos uma realidade em que essa pessoa tem de estar presente - seja em corpo, seja em pensamento. É não ver fim, mesmo que este seja inevitável. É o desejo de estar, de ver, de tocar, de sentir. É sentir-mo-nos a voar e detectar todos os detalhes. É não cansar. É estar lá sem ser pedido. É agarrar-mo-nos com toda a fé e dar tudo por tudo - mesmo que muito nos contrarie. É aquela sensação dormente e radiosa no fundo do estômago; no nó da garganta. É só largar a mão quando já todos os possíveis e impossíveis foram feitos; quando tudo já foi dito...

(…) É impossível esquecer rapidamente e imaculadamente quem se amou realmente, simplesmente porque essa pessoa tomou conta de tudo o que nos rodeava. O seu nome escreveu-se em toda a parte. E é preciso algum tempo - indeterminável - para esbater - há quem diga que nunca se apaga por completo; eu cá nem sei! - as marcas. É preciso algum tempo para deixarmos, aos poucos, aquela realidade que construíramos do lado daquele alguém que partiu… Aquela realidade que nos aquecia a alma e o coração; que nos desenhava a felicidade no rosto. E só depois de deixada essa realidade, é que nos encaminhamos de construir uma nova: onde só nós estamos presentes, simplesmente porque não nos encontramos preparados para abri-la a nenhum amor. (…) É preciso mais tempo ainda para conseguirmos abri-la de novo a outrem. (…)

Não digo que seja impossível amar-se realmente mais que uma vez… 
Apenas acho isso muitíssimo difícil.



quarta-feira, outubro 27, 2010

saturday night

Ressaca de sentimentos, 
overdose de saudades
por: daniela rosa

state of (my) mind:

Off in the night while you live it up I'm off to sleep.
11:33pm
tuesday

terça-feira, outubro 26, 2010

'cause you got time, while I got freedom (…)

breakeven, maddi jane @

so just be gentle with me, 
& I'll be gentle with you 

domingo, outubro 24, 2010

saudades de me sentir assim

Está um dia de sol amarelo e céu azul :)

Somos aquilo que decidimos… E nunca é tarde para se mudar uma decisão. Por mais tempo que passe depois de tomada.

apetece-me mudar
tu crias esse efeito em mim

I'm looking at you through the glass, don't know how much time has passed… Oh God, it feels like forever.

through the glass, stone sour @

Vozes estridentes, ruído de fundo. Cheiro do lume p'lo ar; cheiro do amargo do café. Espaço cheio, quase que lotado. Sabor agridoce no céu da boca. O tilintar dos copos, das garrafas. A música a inundar tudo em volta. A brusquidão dos passos palpitados pelo chão. O arrastar das cadeiras. O eco dos risos abertos. O quente e o frio. As palavras apreensivas acompanhadas de pequenos gestos hesitantes, tímidos, discretos. O mistério dos sussurros. Os olhos nos olhos, depois de tudo. A nostalgia disfarçada por baixo de um sorriso triste. O magnífico doloroso recordar. O pedido; as desculpas; as confissões. O inevitável levantar e o inevitável sair. O que restou? As incertezas invasoras da alma. Um momento vago e súbito no tempo… Se marcou? Se doeu? Se satisfez? Eu não sei. Não sei nada dessa história.

e vocês também não podem saber

sábado, outubro 23, 2010

"goodbye tomorrow", silence 4

I was thrown out from your world
I just got out by your back door
Suddenly my brightness became so bored
Maybe I just can't bright anymore
Yes I am ugly as much as I can be
And, that was always a big part of me
You're dragging me down for what I am
Maybe I never was what you planned
Soon I'll be dead
My words in your head
Will now be a shadow
All my feelings are broken
Love just can't be spoken

quarta-feira, outubro 20, 2010

domingo, outubro 17, 2010

we all make mistakes & we all pay a price

Tu erraste ao julgar-me apenas pelos meus defeitos, pois ao fazê-lo, evidenciaste unicamente as minhas falhas,  atribuindo-me, assim, a culpa de tudo. Mas se ao menos tivesses olhado mais fundo - para o meu coração - para veres por quem ele batia tão fugazmente, terias te apercebido o quão apaixonada estava por ti. 

E depois, sem nos apercebermos, fomos virando as costas um ao outro e ao resto do mundo. E depois surpreendidos ficámos, quando, um tempo depois, deixámos de nos ver; e de ver tudo o resto em volta.

sexta-feira, outubro 15, 2010

vem mudar este jogo, que eu não quero perder


Caio, esfolo-me, e nem vacilo: já tudo me dói. Bem que me podia atirar para o chão, que as únicas testemunhas seriam as feridas à superfície da pele. Fraquejo, paro e bloqueio, perdida no meio de nenhures; num Mundo onde nem pertenço. Olho à volta e só vejo caminhos que nem anseio percorrer - de que me serve explorar para alcançar, se, no final, tudo me escapa, antes da jornada sequer terminar? Perdi o sentido das coisas. Perdi o rasto da Vida. E também eu me perco: em recordações nostálgicas que para nada mais servem, se não para enfatizar a dor que sinto no âmago. O estômago contorce-se. A cabeça pesa. A visão turva. Um nó surge na garganta. O coração não bate. Parou, nem sei eu quando; já não me recordo!… E aquelas malditas perguntas ensurdecidas, que me assolam, que me enclausuram entre dúvidas e incertezas. É tudo o que me rodeia, agora, afinal de contas. (…) E há quem diga que a Vida é um jogo, onde todos procuramos vencer. Pois, eu já venci, e também já vi o meu troféu escapar-me, para sempre, das minhas próprias mãos. (…) Mas, apesar de tudo, não quero perder. Não posso perder... Não depois de ter estado tão perto da Vitória. Sim, não sei onde estou; porque estou; o que faço ou porque faço. Sim, as dores corroem-me as entranhas do meu corpo e da minha alma… Mas e depois? Nunca fui pessoa de desistir do que acredita, então porque raio é que o iria fazer agora?!

quinta-feira, outubro 14, 2010


"Quem nunca sofreu por amor nunca aprenderá a amar. Amar é o terror de perder o outro, é o medo do silêncio e do quarto deserto, de tudo o que se pensa sem poder falar, do que se murmura a sós sem ter a quem dizer em voz alta. É preciso sentir esse terror para saber o que é amar. E, quando tudo enfim desaba, quando o outro partiu e deixou atrás de si o silêncio e o quarto deserto, por entre os escombros e a humilhação de uma felicidade desfeita, resta o orgulho de saber que se amou"
Miguel Sousa Tavares.


quarta-feira, outubro 13, 2010

desperdício de O2

A cada dia que passa, o mundo vai me comprovando que, de facto, as coisas más acontecem muito mais a pessoas boas. (…) Detesto desejar mal a alguém - mesmo que despreze tal indivíduo -, mas deverias ter sido TU, ali… Digo isto com todas as letras.

CAN'T GET FOCUSED

What a hell is happening? 

terça-feira, outubro 12, 2010

sans-abri

est-il possible d'avoir une âme soeur dont le cœur appartient à une autre personne?

segunda-feira, outubro 11, 2010

o mero cruzar de um olhar























"Prazer em conhecer-te…"

it feels alright

"oscula-me… mas nunca me olvides"

Quero agradecer-te por tanto… Nem sei por onde começar.
Estás a fazer-me sentir tão, mas mesmo tão bem, como já não me sentia há muito tempo… Devolveste-me um sorriso, depois de alguém o ter roubado, outrora. Devolveste-me a esperança que eu pensara ter perdido para sempre. E, afinal, acabaste por me dar algo novo… Isto tudo que me arrebata durante o dia; tudo o que estou a sentir, a cada momento que precede o agora. (Ainda) nunca me fizeste chorar. Obrigada por isso, que tanto te diferencia dos anteriores. Deste-me música; deste-me ar; deste-me cor... Deste-me um espelho bem polido e, pela primeira vez, estou a revelar-me lentamente, sob os meus próprios olhos. E no reflexo que se-me aparece… Lá estás tu, a sorrir-me. Tal como entregaste, também saqueaste. Arrancaste-me a angústia, a raiva, o medo e a tamanha desilusão que me ferviam e, em contrapartida, gelavam o coração, quase que desprovido de sentimentos. Obrigada por tudo o que me deste. Devolveste. Tiraste. Dedicaste. (…) Dás-me autorização para continuar a desfrutar de tudo isto, enquanto dura?

goodnight, darling

Please… 
Dream of me tonight.

Is it? (…) Are you?

Tonight, out on the street, out in the moonlight
And you know this feels too right
It's just like déjà vu
Me standing here with you

So I'll be holding my own breath, could this be the end?
Is it that moment when I find the one that I'll spend forever with?


'Cause nobody wants to be the last one there
'Cause everyone wants to feel like someone cares
Someone to love with my life in their hands
There's gotta be somebody for me like that

'Cause nobody wants to do it on their own
And everyone wants to know they're not alone
There's somebody else that feels the same somewhere
There's gotta be somebody for me out there

gotta be somebody, nickelback @

sábado, outubro 09, 2010

da(vida)vidavidavidavid

fotografia por: daniela rosa @

"É por tudo o que em nós corre,
Que se vive e que se morre"

I said,

maybe you're gonna be the one who saves me
& AFTER ALL, YOU'RE MY WONDERWALL

oh, winter

O ano passado, neste dia, a estas horas, provavelmente estava a fazer algo que, este ano, nem iria fazer sentido; nem iria ser possível ser feito. Provavelmente estava com pessoas que, este ano, já cá nem estão. Provavelmente estava a pensar nalguma coisa que, este ano, nem me passa mais pela cabeça. Provavelmente estava a reflectir sobre certos problemas que, este ano, já foram postos de lado. Provavelmente estava a esperar um dia de amanhã diferente, em relação ao que espero agora.

Sim, Inverno, estás a chegar… Cada vez mais perto.
Mas se és o mesmo? Se és aquele que, outrora, senti tanta falta? Não. És outro completamente alterado; aliás, não podias estar mais diferente. (…) E eu não podia estar mais grata por isso

sexta-feira, outubro 08, 2010

;)

venus & mars
i swore i'd never fall again, but this don't even feel like falling

best friend?! soulmate?!

oh, please…
you were just another guy trying to get in my pants

segunda-feira, outubro 04, 2010

um mosquito a zumbir-me ao ouvido

Eu sei que tu consegues ouvir-me; ver-me; sentir-me presente. Apenas optaste por não querer fazê-lo. Tratar-me como mais uma pessoa da multidão; alguém que nem conheces, parece-te muito mais fácil, não é? Pois deixa-me (re)lembrar-te de uma coisinha um tanto curiosa: eu não sou, nem nunca serei apenas mais alguém no meio de outros alguéns. Porque eu sou e sempre serei aquela rapariga que te roubou o primeiro beijo. Que passou noites inteiras deitada do teu lado, a sussurrar-te o que pensava, enquanto dormias. Que contigo trocou segredos, histórias, sonhos, medos… tudo o que vinha à cabeça! Que fugiu contigo à noite tantas vezes, pela madrugada, ignorando o risco; abraçando a adrenalina. Que por ti nutriu uma paixão imensa durante anos, apesar do tudo e do nada que fazias. Que partilhou contigo grandes e incansáveis momentos indescritíveis e memoráveis. Que foi, em tempos, a tua melhor amiga; confidente predilecta. Que nunca desistiu de ti, afinal de contas. (…) Mas bem, pelos vistos, isso não nos valeu de nada. Continuas a agir como se nem fosses mais aquele rapaz com que vivi uma grande história… Continuas a agir como se o Passado nem tivesse nenhuma importância, apesar de, há nem muito tempo atrás, me teres dito que este jamais deveria ser ignorado. Pois, bem, ou és um grande hipócrita mentiroso, ou então tudo o que experienciámos não foi real… Já nem sei que pensar. 

Não te vou dizer que estou surpreendida com a tua escolha de me ignorares completamente, porque foi mesmo nisso que te revelaste, com o passar do tempo: um cobarde indeciso e perdido que, em vez de encarar os seus próprios problemas, vira as costas e finge que não vê

serás sempre nada mais que uma enorme (des)ilusão

Pelo menos agora posso dizer que somos amigos...

… NO FACEBOOK!
LOL, O SÉCULO XXI É TÃO ENGRAÇADO

domingo, outubro 03, 2010

agora, sei

por uma noite, klepht @

Tocas no rosto enquanto o ar não sai; inspiro sem medo do acto que vem; Envolvo os pés como mãos… Do toque nasce a nossa ilusão. Desenhas os risos de um novo medo, que o peito demonstra sem qualquer sossego. Faz tempo que a culpa se foi. Ficámos de pensar só depois do erro. Já pouco nos resta fechar os olhos; Escondemos actos sem qualquer receio ou angústia, que nos prende a vontade de sentir o corpo com prazer. Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor, e enquanto buscas o ar pela boca, passeias o teu cheiro no meu corpo. Por entre os braços misturo tudo. Após o prazer ficaremos mudos sem saber se é por uma noite. (…) Grito o teu nome sem saber como será o amanhã. Foi um sonho real… Por uma noite.

tired, tired, tired, tired

Sabem o que é pior do que estarmos embaixo?
É estarmos embaixo e termos, constantemente, certas pessoas a puxarem-nos cada vez mais fundo, sem qualquer consideração ou misericórdia.

http://thishereandnowithyou.blogspot.com/

Tenho saudades. (…) Eu não as sinto, mas eu sei que as tenho. Estranho, não é? Sorrio todos os dias como se nada tivesse acontecido. A verdade é que não é fingimento nenhum, os sorrisos são totalmente verdadeiros e eu estou mesmo bem. Incrível? Pois, eu também acho. (…) Tu fizeste-me viver algo verdadeiro. Eras o que eu esperava... eras o que eu queria ter para mim. Não me interessa se estou bem. Por dentro, no fundo, bem no fundo, talvez no fundo onde nem eu própria consigo chegar inteiramente, estou feita um caco, a chorar por ti e a querer-te de volta. Porque nunca ninguém me fez tão feliz como tu. E eu tenho saudades. (…), já não és meu sequer. Deixaste de ser o meu mundo... de certa maneira. Pareço tão bem, e na verdade estou tão bem. Mas não sou forte. Não sou feita de ferro e por vezes deixo que algumas memórias me deitem abaixo. Podíamos ter tido tudo, sabes? Podíamos ter sido felizes, e podíamos ter dado tudo um ao outro. Ainda me irrito contigo ao pensar no porquê de teres posto um fim a tudo, mas não vale de nada. O meu coração continua a bater insistentemente por ti. E se me deixo levar demais pelas recordações, fico tal e qual como estou agora: já a ceder às tristezas, a deixar de combater e os meus olhos a deixarem trespassar já alguma dor. Gosto muito de ti, não aguento pensar que me deixaste. É por isso mesmo que estou tão bem. Não aguento pensar... e por isso não penso.

Simplesmente tinha de postar este texto, por descrever tão incrivelmente bem tudo o que tenho sentido, nestes últimos tempos. Obrigada à talentosa escritora! :)

sexta-feira, outubro 01, 2010

o meu pedaço de mau caminho

Viste-me caída, perdida. Ajudaste a levantar-me do chão. Sacudiste-me os joelhos e beijocaste-me as feridas. Ensinaste-me a voltar a caminhar. Encorajaste-me a arriscar; a ir mais alto. Nunca me abandonaste, nem por um segundo. Andaste por todo o lado à procura de pedaços do meu coração, e reconstruíste-o. Deste-mo de volta, e eu sorri. Com o tempo, também tu o fizeste voltar a bater. Seguraste-me a mão, jurando que nunca me magoarias, como outrora alguém fizera. Vendaste-me os olhos, e eu confiei em ti. Confiava em ti mais que tudo no mundo. Guiavas-me com a tua voz profunda e eu seguia-a. Seguia os teus caminhos; nossos. Porém, à medida que o tempo passava, começaste a falar mais baixo, até te limitares a uns meros sussurros. Estes, porventura, foram ficando cada vez mais imperceptíveis. Conduziste-me a um abismo, e por lá fiquei. E tu atrás de mim. De repente, tudo voltava a depender de ti. Ou me puxavas para trás, ou empurravas-me para a frente. (…) E agora aqui estou, caída, perdida, e levo a mão ao peito… Não está lá nada; outra vez. Olho em volta e nem te vejo em lado nenhum: só deixaste para trás passos cobardes na terra, verdades ríspidas e promessas mentirosas. (…) O que farei agora? Vou fazer o que devia ter feito, em vez de teres sido tu a fazê-lo: vou levantar-me do chão e curar as minhas feridas; superar a minha derrota. E acredita que nunca mais deixo ninguém vendar-me os olhos. 

you do love to ignore, don'tcha?

toxic girl, kings of convenience @

ignore this too, then
SHE'S INTOXICATED BY HERSELF, EVERYDAY SHE'S SEEN WITH SOMEONE ELSE  AND EVERY NIGHT SHE KISSES SOMEONE NEW, NEVER YOU. YOU'RE WAITING IN THE SHADOWS FOR A CHANCE, 'CAUSE YOU BELIEVE AT HEART, THAT IF YOU CAN SHOW TO HER WHAT LOVE IS ALL ABOUT, SHE'LL CHANGE

& everything keeps movin' on, movin' on...

breathe in breathe out, mat kearney @

Um dia, expludo à tua frente. Encostar-te-ei fortemente contra a parede, impedindo-te que sequer bufes, ou reclames. Vou agarrar-te pela gola da camisola e gritar-te. Vou gritar-te em plenos pulmões. Vou recontar-te as nossas aventuras, uma a uma, da forma mais breve e sucinta que conseguir. Vou relembrar-te daquela promessa que me fizeste, há pouco mais de um ano atrás. Vou encher-te de perguntas retóricas, nem te dando tempo para comentares seja o que for. Vou julgar-te. Vou culpar-me. E, mesmo depois de ter estado mais de 10 minutos a gritar bem alto contra a tua cara embasbacada, não vou fracassar, choramingar, nem me mover. Vou ficar ali, olhos nos teus olhos, e, sempre que tentares sequer desviar o olhar, esbofateio-te, logo. "OLHA PARA MIM!", vou gritar-te, ainda mais alto que anteriormente. Pressionar-te-ei mais contra a parede branca desbotada e vou dizer-te o quanto me desiludiste e fracassaste. Vou confessar-te que eras e foste o melhor namorado do mundo, mas, em contrapartida, o melhor amigo mais merdas que fui arranjar. Ficarei em silêncio por uns meros segundos constrangedores. Tu não dirás nada; ficarás quieto. Depois vou largar-te e recuar um pouco. Não vou desviar o olhar de ti, até tu te antecipares. "Tens consciência", vou dizer, "que estás a destruir-me?", perguntarei; e quando te prepararias para balbuciar alguma coisa, eu mandar-te-ia calar. "Estás a fazer-me odiar-te…", ia dizer-te, por fim, "E pior… Estás a fazer-me odiar-me a mim própria." E depois vou embora, não conseguindo mais encarar-te. Mas, por outro lado, sentir-me-ei muito melhor, pois fui capaz de fazer algo que tu nunca foste. (…)

Sim… Um dia faço isto tudo. 
E nem tu nem ninguém me poderão impedir.